segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Ancestrais

Novos ramos e ligação ancestrais. Torres, solares e brasões por descobrir que me provocam e tentam. Uma viagem, uns livros, telefonema à distancia humana dum embaraço?
Talvez uma viagem com os meus rebentos, planos para depois de mais crescidos.
Portas recuperadas nas tardes de solário, despedida tardia deste Verão.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Dispensa.

Continua tudo e sempre em reconstrução. Actos terceiros que tentamos justificar e enformar na lógica da nossa memória. Empurrões sem substância, curvas disfarçadas de linhas. Justificações não o são soltas, o contexto vale sempre e aí se clarificam.
Felizmente está sempre o grande exemplo que me pega e alimenta a razão. O sentido vê-se melhor olhando para trás. Vê-se melhor ao longe, que de perto.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Surpresa

É junto dos meus que sou mais Eu. A sorte de ter um Lar no meio da sinceridade campesina.
O Sol abrasador secou tudo depois de uma ausência por terras do Norte. Para trás ficaram memórias que dia a dia se vão tornando saudades. A palha, o pó, as cores, os risos, o cansaço, o abraço, a serra e a água lisa de Carvalhais. Para o ano haverá mais. Nem uma fotografia para aqui deixar.
Agora o calor do Alentejo, meteoros ardentes e a surpresa duma nova sobrinha. Leonor.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

mais um

Nem mesmo os estorninhos me fazem desistir.
Hoje o dia está belo só pena resta de não conseguir regar e repousar.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Todos os dias




Todos os dias há despedidas que não mais se repetirão.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Cantos verdes de água

Já por aí os ouço. Como assobios aquáticos projectados das sombras do arvoredo.
Os Papa-figos não se deixam mostrar. Criam Família e nunca largam o par.
Pode ser que este ano se mostrem na nogueira nova junto ao alpendre, novamente. Como um prémio de final de tarde para quem os deixou em paz.
Não há verde como o deles. O canto, inigualável.

canto e chamamento (Oriolus oriolus)

segunda-feira, 4 de maio de 2009

A Grande Árvore (16 anos - Maio 1993)

O tronco de uma árvore centenária que se ergue imponente e suporta ramos incontáveis que se multiplicam em infindáveis laços, nós e desvios, criam um ser que nunca passa desapercebido. Dá ainda sombra ao seu redor e acolhimento a centenas de seres outros que nem se apercebem do todo onde vivem.
Há também Homens que são assim, com o seu trabalho e inteligência, lentamente constroem um leque infinito de relações, produto e consequências incontáveis que abrangem e melhoram as vidas dos outros pela História adentro. Dos que estiveram, dos que estão e dos que hão-de vir.

Memória a um Grande Homem Calipolense, Eborense, Português do Mundo. (1913 - 1993)

talego